segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Boarder Croowel


Como algo preso nas sombras, remexendo as latas de lixo durante a fria madrugada, assombrando seus sonhos e planejando trapaças. Boarder Croowel, é um personagem pra lá de misterioso e cativante. Seja por sua idolatria desmedida por skateboard ou por sua fraqueza descontrolada. Por trás do fracasso sempre há uma mente brilhante, Boarder Croowel é fruto de vários gostos num só. Primeiro projeto de jogo que mistura terror com manobras radicais, gostos esses que refletem as diversas opiniões no meu grupo de Projeto de Jogos da faculdade de Jogos Digitais da UDF. Apenas um início apenas.
A grandiosidade desse enredo não vai funcionar na prática no jogo de uma fase só que estamos desenvolvendo. O personagem no máximo irá coletar morcegos (devorando-os) enquanto faz manobras radicais em cenários que vão de uma cidade macabra, a cemitérios e florestas.
O nome do personagem está ainda em análise, eu não to achando legal vincular a um persongem meu nome artístico. Sem mais, fui!

domingo, 22 de agosto de 2010

E se...


Rezando para que algo me leve embora daqui.

Não há nada lá fora, eu já não sei pra onde ir.

E se tudo se perder...


Estou fugindo do mundo que eu mesmo criei.

Eu já não tenho o controle de nada que eu sei.

E se tudo morrer...


Faça de conta que eu fui uma brisa, que soprou em seu rosto.

Tente pegar as minhas mãos invisíveis e passe em seu corpo.

E não adianta insistir, se você não pode sentir.


Eu perdi o juízo procurando o motivo.

Aquelas palavras perderam o sentido.

E se eu esquecer...


Saboreando toda a sua indiferença.

Me resta a mesma pura inocência.

De quem não quer entender...


Eu sei que no fundo, em suas memórias, eu deixei de existir.

E aqui em meu peito...dói...demais...eu não sei mais sorrir.

Eu já não quero viver...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Lembrança X Esquecimento


Passaram-se alguns dias desde que eu me vi perdido outra vez. Me senti como uma folha ao vento. Mas é que na verdade eu realmente não tenho raízes. Sumi, porque sumir faz parte de mim, de tempos em tempos eu me calo, porque não há nada pra falar ou porque eu simplesmente não quero lembrar.

Porém lembranças me definem. Sou quase um arquivologista, registro tudo, guardo tudo, cuido do que guardo. Divido as minhas cartas em confidenciais e ultra-sigilosas, guardo pequenas e grandes coisas, ilustro dias e momentos, todos os dias eu escrevo num livro de couro preto. Sou o senhor das memórias e palavras perdidas.

Eu tenho medo de ser esquecido, por isso me preocupo tanto em lembrar das pessoas. Porém infelizmente para muitos não fomos absolutamente nada. E é aí que essa minha forma de ser me prejudica.

Morrer para mim não é apenas não existir fisicamente, é ser esquecido e é por isso que pensar nisso me deixa triste. Porque eu sei que a medida que os dias passam, eu vou me tornando algo minúsculo, tão pequeno e uma hora eu já não serei nem um grão de areia pra você.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Nunca existiu?!


Que silêncio é esse? Não há um ruído. Nenhum barulhinho. Aonde eu me enfiei? Eu já não estou numa floresta, tampouco numa clareira a céu aberto. Será um sonho? Eu não enxergo nada a não ser a luz. Há muita luz, um vazio branco. Aonde eu estou? Eu tenho medo.
Eu não escuto monstros arrastando corpos entre as folhas secas. Eu não escuto sussurros na escuridão, eu não escuto nada. De repente eu esteja surdo e cego. Cadê a floresta e todas aquelas árvores contorcidas? Cadê todas aquelas criaturas horripilantes? O meu mundo não é aqui, não é esse vazio branco, sem arte e sem cor. Porque eu sei que de um jeito ou de outro eu sempre voltaria para a floresta, aquela perdida entre as sombras. Porque quando eu acreditei que eu poderia sair de lá, algo me arrastou de volta para as entranhas escuras e cheias de espinhos desse pesadelo que não acaba.
Uma ilusão apareceu em meu caminho e me fez sorrir, me fez sonhar, me fez amar...e durante alguns dias eu estive plenamente bem. Andávamos de mãos dadas na floresta, no escuro mesmo. Os monstros sequer tentavam nos pegar. Eu me sentia seguro ao seu lado, como se você tivesse algum controle nesse mundo que eu criei.
Andamos e andamos, até que você parou de andar do nada. Soltou a minha mão e me olhou com um olhar distante e frio. Naquele momento eu me senti como uma folha, sendo levada para bem longe pelos ventos frios do outono.
Houve uma pausa e você não falava absolutamente nada, olhava ao redor, olhava para as árvores, olhava para o escuro, mas não olhava em meus olhos. Por que? O que poderia estar se passando em sua cabeça?
Até que uma hora você finalmente prestou atenção em mim e disse:
- Não posso mais! Isso não vai dar certo...
E então você saiu correndo na escuridão. Sem nenhuma reação eu fiquei paralisado vendo você correr, sem olhar pra trás, milagrosamente não caiu nas raízes e troncos podres. Em meus olhos tudo começou a ficar embaçado e logo eu percebi que algo molhava o meu rosto, escorrendo desesperadamente. Lágrimas? E então eu me descobri sozinho outra vez, num mundo cheio de perigos, sem proteção, sem nenhuma luz para iluminar meu caminho, sem amor, APENAS NADA.
Hoje eu me encontro nesse silêncio profundo e descobri que era tudo parte da floresta, você também pertence à Floresta das Sombras. Tudo naquele mundo não existe de fato e a imagem que eu deleguei a você também nunca existiu. Porque o problema está em mim, porque eu crio fantasias em tudo, eu me apego a tudo o que me faz bem, a tudo o que me fascina. Por que? Porque em mim há um vazio que não se preenche e eu busco em amores algo que me possa suprir. Hoje eu me encontro nesse mundo branco, oco, sem formas...só há um silêncio...só há um silêncio.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

17 de fevereiro (registros num livro preto)

Seus pensamentos podem estar em qualquer lugar, menos aqui. Eu sei, você se perdeu. Há muito mais para se preocupar, para se lembrar. Nem tudo sou eu. Entendo seus sonhos assim como os meus, eu vejo em seus olhos. Não há problema algum quando eu te vejo distante. Não quando eu ainda posso tocar. E mesmo que eu venha a te perder num instante, eu sei que você vai voltar.
Não me deixe só, eu tenho medo de não me abtuar à sua ausência. Estive tanto tempo junto ao pó, as cinzas...não me deixe só. Eu não quero lembrar do passado, nem viver desesperado, vendo tudo se perder ao redor.
Faça seus planos, que eu faço os meus. Não me preocupo com o tempo e a distância dos caminhos seus. Só não vá para nunca mais voltar. Pegue um avião, um navio, rode o mundo. Eu te espero no aeroporto, no porto, não me cansarei ao te esperar. Só não vá embora para nunca mais voltar.
Eu fechos os meus olhos e é você quem a habita os meus sonhos. Jogue fora estas palavras se já tiverem perdido a coerência. Eu tiro a minha roupa, grito para que o mundo me ouça, porque eu só quero que tudo isso fique em evidência.
E o que há de errado comigo? Eu não consigo entender. Subitamente eu descubro que é tudo contigo. É você o porquê. E se eu te pedir algo simples você me promete? Não me deixe só...não me deixe só. Por favor, não me deixe só.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aquele dia em que acordamos sem pensamentos. Só há um vazio na mente. Dias em que queremos caminhar a ermo, pra qualquer lugar, sem hora pra voltar. Momentos onde tudo parece perder as cores. E as pessoas ao redor? Nada são.
Dias em que nossas memórias nos forçam a lembrar dos piores momentos, dos piores comentários e das piores decepções. Momentos em que caimos na real. E o sonho? Não existe mais. Porque a nossa sensação de abandono é tão profunda, que em nosso interior não há mais nenhuma motivação.
Dias em que o sol quente queima, mas não dá energia. Dias em que a chuva cai mais não refresca. Dias em que queremos refletir, sozinhos, isolados num canto...porque nada no mundo parece nos entreter, porque no momento nada parece perceber, que talvez uma única palavra pudesse nos trazer de volta à "vida".
E quando não temos com quem desabafar, ou quando não temos coragem de expor nosso interior, é que a companheira, cujo nome é Solidão, nos diz um singelo "Olá". Como numa tentativa debochada de dizer que não estamos a sós.
Nos obrigando a refletir, reflita nos seus problemas. Aqueles que não parecem ter soluções, mas antes verifique se não é você quem está aumentando tudo. É nesses momentos que temos tempo para nós mesmos. E poderíamos fazer desse momentos os melhores possíveis. Mas há algo invisível que nos puxa pra baixo e se aproveita desse momento filosófico para nos deixar tristes e para que afundemos num mar de pensamentos negativos.
Oh solidão, essa que acompanha a nossa alma desde que nascemos e vai conosco quando enfim...morrermos. Oh solidão, eu não te quero por muito tempo, por favor...me deixe ir.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Acordado

Eui adormeci pesadamente, estava cansado, tive um dia estressante. Mudanças de horário mexem muito com o meu humor. Eu caí na cama, pensei um pouco e simplesmente estava envolto num sonho que eu nem consigo lembrar.
Acordei e o computador estava ligado, a casa inteira nas trevas. Não havia sequer uma luz. Todos tinham ido dormir? Provalvelmente sim. Acordei me sentindo sujo e suado. Fui para o computador ver se achava alguma companhia naquela madrugada fria. Haviam algumas pessoas on-line. Perdidos no tempo como eu. Talvez também estavam ali por não ter nada melhor para fazer. Eu ainda tentei me manter na tela do monitor por alguns minutos, mas logo estava de volta na cama. Porque algo levantou em algum cômodo. Algo remexia, gemia e se arrastava. Seria minha tia preocupada pelo fato da minha prima estar fora de casa? Logo depois a porta da sala é aberta. Minha prima chegou. Desliguei o estabilizador, pois não queria esperar que o computador desligasse às sua maneiras. Ele é muito lerdo. Caso me pegassem on-line aquela hora seria um Deus nos acuda. Sim, porque tudo em casa é motivo para falatórios, então é melhor evitá-los.
Deitei frio na cama novamente e pensei. Pensei, pensei e pensei na minha solidão momentânea. Na minha saudade desesperada e na minha carência afetiva. Pensei no espelho, pensei na minha vida e pensei no meu futuro. Pensei nos meus sonhos. Antes de dormir pensamos e pensamos e quase nunca conseguimos acalmar esses pensamentos. Senti medo, senti fome, senti vontade de tomar um banho, afinal eu não tinha tomado. Mas eu não queria perturbar o sono leve da minha tia. Ela acorda com qualquer barulhinho. Me sinto fora do ninho aqui. E eu tenho que calcular meus passos e até mesmo o que eu vou dizer. De todos os lugares que já estive, esse é o melhor. Mas há coisas que realmente exigem paciência, como em qualquer lugar. Eu tenho experiência, porque já morei em tanta casa que eu nem me lembro mais. E meu coração? Anda batendo forte, muito forte. Por alguém que está distante, mas que eu sei que em alguns momentos lembra de mim. E não falo de antigos affeurs. Falo de um atual delírio, que por Deus, eu não gostaria que fosse um sonho, mas no fundo eu sei que é.