quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aquele dia em que acordamos sem pensamentos. Só há um vazio na mente. Dias em que queremos caminhar a ermo, pra qualquer lugar, sem hora pra voltar. Momentos onde tudo parece perder as cores. E as pessoas ao redor? Nada são.
Dias em que nossas memórias nos forçam a lembrar dos piores momentos, dos piores comentários e das piores decepções. Momentos em que caimos na real. E o sonho? Não existe mais. Porque a nossa sensação de abandono é tão profunda, que em nosso interior não há mais nenhuma motivação.
Dias em que o sol quente queima, mas não dá energia. Dias em que a chuva cai mais não refresca. Dias em que queremos refletir, sozinhos, isolados num canto...porque nada no mundo parece nos entreter, porque no momento nada parece perceber, que talvez uma única palavra pudesse nos trazer de volta à "vida".
E quando não temos com quem desabafar, ou quando não temos coragem de expor nosso interior, é que a companheira, cujo nome é Solidão, nos diz um singelo "Olá". Como numa tentativa debochada de dizer que não estamos a sós.
Nos obrigando a refletir, reflita nos seus problemas. Aqueles que não parecem ter soluções, mas antes verifique se não é você quem está aumentando tudo. É nesses momentos que temos tempo para nós mesmos. E poderíamos fazer desse momentos os melhores possíveis. Mas há algo invisível que nos puxa pra baixo e se aproveita desse momento filosófico para nos deixar tristes e para que afundemos num mar de pensamentos negativos.
Oh solidão, essa que acompanha a nossa alma desde que nascemos e vai conosco quando enfim...morrermos. Oh solidão, eu não te quero por muito tempo, por favor...me deixe ir.

Um comentário:

Café Veredas disse...

nunca,nuca deixarei!