terça-feira, 30 de setembro de 2008

Silêncio


Todas as palavras foram com o vento
Eu me sinto só
Lutanto pra não desistir nesse momento

Enquanto tudo ainda brilha lá fora
Eu permaneço intacto
Fingindo estar bem, e agora

Eu desenho no papel
Verdades pra alguém perceber
Olhando pro céu
Procurando vestígios de você

Meus sonhos fugindo pelos cantos
Vão indo devagar
E eu lutei contra todos os monstros

Pra estar sorrindo outra vez
Eu fecho meus olhos
E me apego ao nada, e talvez

Eu só preciso deitar
E esperar que tudo isso passe
Essa dor irá passar
Tudo isso é só mais uma fase

domingo, 28 de setembro de 2008

Sozinho a noite

Faz tempo que eu não posto falando sobre mim. Ontem eu me senti completamente só , e eu adorei essa sensação, apesar de ter começado a sentir algo ruim. A escuridão da sala me inspirava, a medida que meu coração se comprimia dentro do meu peito.
Um nó na garganta, as lágrimas embaçando minha visão. E eu estou bem. Nada respirava, nada falava. Era eu e eu mesmo, e fazia tempo que eu não me sentia assim. Eu continuo apaixonado pela minha realidade, eu continuo vivendo um drama.
Parece até que eu gosto de sofrer, mas eu não estou sofrendo, I'm ok. Eu só estou admirado com esses sentimentos. Eu tenho vontade de gritar e demosntrar isso, tranformar isso em arte.



Todas as portas estão fechadas, me tranco por dentro
Todas as luzes estão apagadas, aprisionado no centro
E eu estou bem

Ninguém pode me ouvir a noite, o silêncio é absoluto
E eu só presiso de um pouco de sorte, me tire do luto
Enquanto tudo cai ao meu redor

Eu vejos as casas mergulhando na escuridão
Então vamos juntos, segure minha mão

Respirando fundo o ar da noite
Eu sei que posso confiar
Vivendo tudo como se fosse
Um pássaro livre a voar

Meu coração partido aquece
E agora o sinto pulsar
Todo o gelo em mim derrete
E eu estou livre pra amar


pra amar....

Esse vídeo de 4 segundos que se segue, foi um dia que eu fui tirar foto, e na verdade tava filmando...rsrsrs...a música épica do fundo é do Within Temptation.

video

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Amy Lee e Sally Skeleton


Hoje dediquei meu dia fazendo esse desenho. Eu não tinha nada pra fazer, daí resolvi ocupar minha mente com algo melhor. Eu havia feito o esboço do desenho ontem, comecei a pintá-lo hoje, eu não costumava pintar desenhos com lápis de cor. Eu estava aprendendo a fazer pintura digital, mas sem mesa digitalizadora fica difícil.
Pois então peguei meu estojo repleto de lápis de cor, canetinhas e lapiseiras e fui experimentar.
Experimentei e ficou bom! Eu adorei, fazia tempo que não pintava e já havia visto um desenho como o meu, o que torna esse desenho pouco inovador, mas eu quis fazer a minha versão, visto que muitos estão na expectativa de ouvir a da Sally's Song , versão Amy Lee. Muitos fãs andaram fazendo desenhos, montagens e etc, mas apesar de não ter sido o primeiro, meu desenho teve um bom resultado e ficou excelente.
Eu acredito que essa versão da música será a melhor, pois a Amy possui um pouco de Sally, e é fã do Nightmare before Christmas desde os 13 anos, diz que o filme lhe serve de inspiração até hoje, e que se sente sortuda por poder fazer esse cover.
Eu realmente queria ser um artista sortudo como ela. Nunca vi tanta sorte, mas o talento dela é o responsável por todo esse sucesso. Meu sonho no momento é chegar em algum lugar.
Minha arte mudou muito na adolescência, meus personagens deixaram de ser heróis e heroínas, e abriram espaço pra algo mais fantástico, melancólico e sombrio.
Pois foi aí que minha arte ganhou peso.Tenho milhas a caminhar, muito que evoluir. Eu  só desejo saúde e vida, por enquanto só isso. Já imaginou algo meu em um filme, em uma música, clipe, livro, ou sei lá? Seria incrível. Acho que eu teria sucesso fazendo publicidade e propaganda, cinema, design gráfico, computação gráfica ou desenho industrial.
Enfim...



terça-feira, 23 de setembro de 2008

As Crônicas de Spiderwick


Mais um filme de aventura fantástica, direcionada ao público infanto juvenil. Só direcionado, pois diverte qualquer um, e tem cenas um tanto horripilantes para criancinhas felizes. Eu posso dizer que ele se destaca pela estória simples e rápida, sem muito lenga-lenga, pelos efeitos especiais de ótima qualidade e pelas atuações.
Sem dúvidas está na minha lista de filmes favoritos. Nunca pude ler os livros, e sei que se eu ler, minha opinião sobre a estória do filme irá mudar. Mas eu adorei o drama, a essência sombria, o departamento de arte arrebentou no conceito das criaturas.
É bem divertido, podendo agradar a todos, tem muita ação, e eu vou falar de novo dos efeitos especiais, SÃO ÓTIMOS. Eu só achei o final muito fácil, um vilão daquele porte, ter um final tão tolo, enfim.
Se quer saber mais, assista, e tire suas próprias conclusões.
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Agora vou falar do meu dia. Eu não fiz nada demais, eu acordei e já fui baixar um filme pela internet. Ponte para Terabítia, já assisti, mas vou falar dele amanhã. Eu não sei, ultimamente eu ando com nada na cabeça.
Sei lá, eu não penso em fazer coisas legais no momento, nem no cinema to indo mais. O_O, estranho...e eu nem to triste, eu to bem comigo mesmo.
Ta, amanhã minha prima faz 18 anos, bom pra ela. Aliás, minha relação com ela é normal, mas não é como antigamente, não somos mais amigos, e eu não conto mais com ela. Aqui em casa, eu não conto com ninguém, de amizade? Ninguém mesmo, uma hipocrisia aqui, da até vontade de rir. Minha tia diz me considerar como filho, eu não acho que ela me trata como um filho, ela me trata como um sobrinho, e as vezes é bem superficial. Na verdade eu nem me importo, só não aguento essas coisas de dizer o que na verdade não é e nunca foi. Minha sinceridade não suporta isso.
Eu sinto a minha vó muito mais próxima. Eu gosto de todas elas, da minha tia, da minha prima e da minha vó, e conto com elas pra muita coisa, ma pra conversar, pra desabafar quando eu me sinto triste, pra uma relação íntima...NUNCA. Na verdade quase ninguém se importa com o outro quando se está bem, e pra alguns é como se fossemos invisíveis.

domingo, 21 de setembro de 2008

Tédio


Estou muito empolgado com algo que eu não sei o que é. Cristo! Como eu sou bizarro. Sei lá, enfim, talvez a mudança de clima, foi a responsável por tanto bom humor e otimismo. No momento, na verdade, estou prestes a dar um tiro na cara de uma pessoa.
E isso que estou de bom humor, imagine?!
(risos)
Bem, amanhã vou baixar um filme que é a minha cara, Donnie Darko, aquele personagem se parece comigo, daí você pergunta: vc é bizarro assim? Talvez.
(risos)
Nada pra fazer, vamos vagabundar com dignidade, pesquisar sobre temas científicos, ou procurar bons filmes, isso me inspira. Infelizmente tem uma "coisa" me observando, e não consigo me concentrar assim.
Até mais.

Black Out

Ow! Ontem eu vi o Residencial Santos Dumont mergulhando na escuridão, o escurecimento global começou aqui. Da sacada eu vi a avenida principal negra, bem escura, fiquei fascinado com aquilo.
Eu estava pesquisando sobre o resfriamento global, quando a luz acabou.
Ta, eu fiquei puto, daí eu simplesmente fui pra sacada e fui contemplar esse fenômeno, chovia e alguns postes chegaram a piscar, como num ultimo suspiro de luz. Me lembrei de uma música que eu fiz uma vez, melodia na cabeça e tudo:

As sombras vieram me levar daqui
Meu medo não vai me fazer desistir
De tudo q eu planejei

As luzes dos postes piscam sem parar
A chuva demora e não quer passar
Tanto tempo eu esperei

(Midlon..Midlon..Midlon..)

Midlon, era um mundo mágico, no qual se passava uma história que eu assassinei no terceiro capítulo, mas enfim, daí eu peguei meu MP4 e fui ouvir música deitado no sofá, na sala totalmente escura. Mas a pior parte, foi o fato de ter ido dormir sem tomar banho, não dormi muito bem, eu abracei o travesseiro, como se estivesse querendo abraçar algo, que está fora do meu alcance. Esse sentimento noturno que me persegue a muito tempo.
É só uma forma do meu emocional dizer: você não está bem querido. E eu teimo, ESTOU BEM SIM.
Eu me engano na maior parte do tempo, é tão simples, eu não posso me sentir mal por tudo, eu não posso me sentir mal por estar sozinho, eu não posso me sentir mal por estar desempregado, eu não posso me se sentir mal por outros problemas.
Então eu nutro minha mente com coisas que me agradam, e o que me agrada? Música, filmes e etc. Ultimamente eu ando pesquisando sobre alguns fenômenos naturais, eu adoro geografia e biologia. Eu seria fácil um biólogo, porém eu não sei se levo a sério essa minha tendência. Na verdade eu gostaria de ser um cientista. As minhas vocações são um tanto vastas, eu que não uso a minha capacidade máxima, e esse talvez seja o meu maior problema, talvez eu deveria ser mais disciplinado, mas enfim.
Falei demais, fui.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Inconstante

Olá leitores, pessoas que lêem meu dia-a-dia, com tanto prazer e excitação. Eu realmente não costumo ler outros blogs, raramente passo em um ou outro, poucos seguem a linha "diário", pelos menos todos os que eu já vi.
Ler a vida das pessoas agrada? Acho que sim.Bem, meu dia hoje foi melhor, eu to melhor, e eu sou esquisito.
O_O
Novidade!Que eu sou esquisito todo mundo já sabe, e sabe que eu gosto do adjetivo? Sei lá eu prefiro um estranho, bizarro, horripilante, a bonito, lindo, fofo, essas coisas patéticas não me atraem.
Enfim, eu odeio muitas coisas...(risos), e todos já devem saber disso, e eu odeio ter que sair de um lugar, por causa da presença insuportável de alguns. Sigo a risca aquela velha frase, "os incomodados que se retirem", mas na verdade acho que os "incomodadores" devem MORRER.
Ta, pulando essa parte, vou dar o privilégio ao Eduardo hoje, vou falar dele. Ele me irrita muitas das vezes, mas no final eu sinto vontade de rir, seria mais provável eu sentir vontade de dar um TOMA ROCK nele. Ultimamente ele anda meio Dark demais, pro tipo, "oi, adoro luz, cores e muita alegria" que ele é, cada um tem suas faces.
Mas enfim, de quem mais eu falo, da GG? Hmmm, não ela não, vou falar da Jaque, bem a Jaque é uma pessoa, um tanto problemática, exagerada, compulsiva. Ultimamente ela anda bem distante, e eu realmente não posso fazer nada, eu simplesmente espero ela melhorar, já acostumei com o jeito dela. Mas enfim, quem mais pra falar? Hmnn...não sinto vontade de falar de mais ninguém, não por enquanto. Fui!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Sadness


Olá, aqui pra deixar mais um registro desse dia. Eu olho pra trás, lembrando de coisas que passaram, coisas que eu quero que fiquem bem guardadas. Muitos lêem isso daqui, e eu não me importo que saibam como é minha vida.
Resumidamente sou um garoto que respira arte, um garoto melancólico por natureza, não sou um poço de tristezas, porém eu admiro o que parece sombrio, triste e nebuloso. Na verdade eu nasci dessa forma.
Mas vamos pro que interessa, hoje depois de ouvir a música The wings, me deu vontade de chorar, mas eu segurei, e estou engasgado. Bem, ela me fez lembrar das tardes, do tempo curto, de um lago na escuridão. Das árvores, de guardas e supostos assaltantes, maconheiros e etc.
Lembra do primeiro dia? Sim, no dia 22 de dezembro de 2006? Aquela tarde inesquecível, meu coração disparado, a grama verde, meus amigos me esperando e vários dias se passaram no mesmo cenário, noites lindas, abraços que eu nunca terei.
Lembra do dia que choveu, e fomos correndo pra nos abrigar debaixo de uma ponte? E a chuva caindo no lago, os peixes lá embaixo?Me lembro do dia na árvore, se aquela árvore falasse, ela teria histórias incríveis pra contar, da vontade gritante de estar mais um pouco juntos, de pensar até mesmo em virar a noite, e um silêncio eterno e os patinhos nadando.
São tantos momentos que eu queria que soubesse que nunca vão morrer, eu nunca vou esquecer. Nada igual eu poderia viver. Eu lembro das noites juntos, das risadas e palhaçadas, das músicas do Coldplay. Oh, como eu queria parar ali mesmo, pra sempre. Lembra do cinema? Do Shrek 3? Da praça, das longas conversas? Em seguida íamos juntos pra casa e lá ficávamos até dar a hora de você partir, e você da janela do ônibus me dava tchau.
Muitas lembranças, e eu irei falar muito sobre aqueles tempos. Eu chorei muitas noites até me acostumar, mas hoje eu estou melhor. Bem melhor. Eu juro que tentei afogar esse sentimento, mas ele insiste em ficar pulsando dentro de mim. Se ele quer viver, então eu o deixo em paz.
E é realmente difícil domá-lo, às vezes me machuca, numa tentativa desesperada de não fazer com que ele morra. Esse sentimento, não quer ir embora, como os outros, aliás, os outros morreram muito fácil.
De uns tempos pra cá, eu percebi que na verdade eu sempre vou estar só, porque a vida me quer só. E eu não quero abrir as portas, pra depois ver meus monstros ferirem e despedaçarem outros corações e nesse momento, se tudo estivesse intacto, eu com certeza estaria mais feliz.
Mas se não tem ninguém aqui, eu me apego ao nada, e se não quero me abrir, eu fecho as portas, e permaneço trancado por horas, mas eu também não sou visível a olhos de qualquer pessoa.
Sou quase como um testrálio, criatura mágica, que só pode ser vista por pessoas que quase morreram, que viram a morte de perto. No meu caso, só pessoas muito semelhantes a mim podem me ver e consequentemente me ajudar. Eu não preciso de conselhos fracos, nem de palavras vazias. Por isso eu mesmo me ajudo, a única pessoa que me ajudou muito foi a Karol e minha mãe, elas sabem como me ajudar, elas sabem quais são as palavras certas.
Depressão? Não! Pelo menos não é o que consta no meu auto-diagnóstico. São apenas momentos que eu sei domar. O fato preocupante é que de uns tempos pra cá eu venho perdendo a vontade de estar aqui, eu perdi aquela força, estou ofegante, e eu estou tão novo pra me sentir assim. É que talvez as minhas decepções uma atrás da outra me fez ficar assim...e eu jamais seria capaz de atentar contra a minha própria vida, mas se eu não posso alcançar nada, mesmo lutando, se eu tenho que sufocar um sentimento, que insiste em viver...e eu vivo um dia após o outro, tentando alcançar meus sonhos, tentando me acostumar com essa solidão, que me acompanha, mesmo estando rodeado de pessoas. É inevitável, pra mim hoje, me sentir tão mal, diante de problemas, que pra muitos podem ser pequenos, mas que pra mim são difíceis de lidar.

"Então eu fecho os olhos, e espero por dias melhores. Sabendo que muitas coisas permanecerão intocadas e impossíveis, como esse sentimento que não quer morrer."

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

So tired

Eu estou cansando e ficando de um jeito que eu não deveria estar. Estou quebrando meus próprios sonhos. Eu só queria que alguma coisa estivesse nos eixos, pelo menos uma coisa. Porém nada está dando certo, por quê? Oh Deus por quê?
É como se eu não pudesse mais lutar, às vezes não sinto motivos pra continuar e continuar. Eu não tenho filhos, não tenho um grande amor, não tenho compromissos...
é lamentável, mas perdi a graça.
Simples assim, eu me esforço, eu corro atrás e nada, absolutamente nada, eu peço pra Deus, mas acho que ele se cansou de mim, talvez com razão. Eu vejo as coisas fluindo, eu ficando pra trás, eu quero continuar tentando, mas eu to cansado, muito cansado.
Eu vou dormir...

Agonia

Eu sinceramente cansei de esperar essa ligação, então, vou fingir que estou pensando em outras coisas.
Vou pensar num Xbox 360 ou num apartamento só meu, num gato Maine Coon, numa vida calma e feliz.
Talvez em um lugar bem frio nas montanhas, casacos quentes e coturnos pesados. Jogando Resident Evil 5, God of War III...ou apenas dedilhando um piano de calda. Sozinho em casa, eu e meu GATO.
Digo o felino, que anda de 4, as pessoas ultimamente tem me interpretado mal.
Uma vasta biblioteca de livros fantásticos, eu e eu mesmo, durante pelo menos 3 horas por dia. Sim, vozes, agitação, gente me enchendo as idéias, a maior parte do tempo eu tenho que respirar fundo pra não mandar alguém pro inferno.
Eu to farto, farto, acho que todo mundo já sentiu assim, estou realmente cansado de estar tudo dando errado, digo...TUDO. Nada ta acontecendo da maneira que eu quis, eu devo ter feito algo realmente cruel, pra estar acontecendo isso, esforços jogados no vento.
Então eu sento e me pergunto: por que não me acontece algo revolucionário?Por que tudo permanece assim? Se esse emprego não sair, eu vou ter que planejar outras coisas na minha cabeça, loja nenhuma contrata depois de setembro, pois todas as vagas serão preenchidas, devido as festividades de final de ano. Final de ano sem emprego? Não dá, ok? Não dá.
Em casa não da pra ficar estudando e estudando, então não me diga: vai estudar pra concurso! Eu não tenho saco pra estudar em casa, ok? Só em cursinho mesmo.
Enquanto isso eu vou tentando arquitetar outros planos, eu poderia muito bem ter sido mal caráter e ter aproveitado, porém minha personalidade não permite maldades desse tipo, eu poderia ter me fixado a algo realmente vantajoso, mas eu deixei escapar, então agora não posso reclamar.
Mais tarde escrevo mais...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Entrevista

Ontem eu não disse como foi meu dia, depois do filme triste que assisti, só pensei em depositar a minha tristeza no Medonho. Enfim, ontem eu fiz uma entrevista nas Lojas Americanas, tudo foi calmo, eu nem fiquei nervoso, primeiro fizemos uma prova de português e matemática, depois tivemos uma dinâmica em grupo. Depois veio o resultado dos aprovados nessa primeira etapa, eu fui um deles.
Em seguida fizemos uma entrevista individual, se não me ligarem até quarta, pode ser que me chamem mais tarde ou nunca. Ta, isso seria trágico, mas pensamento positivo é importante, eu acho que eu não fui mal.
Seria ótimo esse emprego, sei lá, ter algo a fazer, faculdade eu não vou fazer esse ano mesmo. Então, seria legal esse emprego, mesmo que eu não passe nessa, vou continuar tentando até conseguir. Se eu desistir é pior, e se for pra ser será. Eu ainda estou um tanto triste, se eu soubesse que um filme iria me deixar tão down. Na verdade isso é só uma prova de que eu ainda amo, por mais que eu tenha me conformado com a situação, mas eu realmente não posso fazer nada, porque não está em meu controle, eu não choro diariamente por isso, me sinto vitorioso por ter conseguido me livrar, em partes, desse amor. Porém eu não posso arrancar algo tão forte do meu coração, e eu não pretendo perder a memória, porque aqueles momentos sempre serão inéditos e inesquecíveis, porque eu jamais irei destruir minhas memórias.
Eu continuo vivendo, de cabeça erguida, porém no fundo eu me sinto completamente só.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Medonho | Buraco Negro


Atrás das árvores surgiu uma sombra, aos poucos foi se aproximando, se arrastando devagar. De longe Medonho, observava assombrado, mas não podia correr, ou melhor, flutuar. Não achava que poderia haver nenhum perigo, não depois de morto.
A criatura vinha resmungando palavras que pareciam ser em outra língua, de longe via-se olhos redondos e brilhantes."Como ousa me acordar, poltergeist infernal?", aos poucos as formas lhe foram reveladas. Era um tronco de árvore mal assombrado, tinha um metro e alguns centímetros de altura, as raízes de aspecto podre lhe serviam de pernas, na sua fronte havia uma fenda escura, e dela brilhavam dois olhos grandes, redondos e amarelos.
"Eu realmente não queria te incomodar com o meu choro", disse Medonho assustado. "É tarde demais pra se desculpar, chorão", respondeu a criatura carrancuda. Medonho observou que a fenda, que provavelmente seria sua face, puxava pra dentro de si qualquer mínimo vestígio de luz, aos poucos tudo estava ficando mais escuro.
"O que você está f-fazendo?", Medonho perguntou abismado."Estou me alimetando. Ora essa", respondeu a criatura com rispidez. "Se não sabe, sou eu e todos os troncos mal assombrados que mantemos essa floresta na escuridão", continuou, desta vez com um tom menos ameaçador na voz.
De longe, via-se várias troncos fazendo o lanche noturno."Você os acordou também pelo visto".
As criaturas eram todas muito parecidas, com diferenças mínimas, como tamanho e formato dos olhos. Medonho ficou um minuto calado, observava a escuridão absoluta chegando devagar, logo só se viam os olhos brilhantes na vasta floresta, nunca pensou que pudesse sentir medo, depois de ter morrido. 
As luzes não foram o suficiente para todos os troncos famintos, e muitos estavam bastante nervosos. Percebia-se nos olhos que deixaram de ter formatos arredondados e passaram a ser ameaçadores.
"Vejo que é novo aqui criatura arredondada", disse o primeiro tronco que dispertou, "meu nome é Buraco Negro, acho que não preciso dizer o por quê. Meus pais foram um tanto criativos, associaram o fato de um buraco negro não polpar até mesmo a luz, no meu caso isso não se aplica integralmente, visto que eu e todos da nossa espécie só podemos capturar luzes, seja lá qual for, vaga-lumes, luz do luar e etc."
"Peculiar, bem diferente de tudo que eu já vi", disse Medonho bem mais calmo. "Eu cheguei hoje nesse mundo, lugar que eu até frequentei enquanto era vivo, mas agora tudo está tão mudado, tão sombrio", continuou.
"Essa é a Floresta das Sombras, porém de uma outra dimensão, no mundo dos vivos, ela ainda é misteriosa, fria e das árvores se podem ouvir sussurros, porém na dimensão dos mortos ela é bem mais assustadora", esclareceu o Buraco Negro.
Medonho ficou em silêncio durante alguns minutos, com todos aqueles olhos o observando, quando começou a contar sua longa trajetória infeliz. Todos ouviram muito atentos, Medonho terminou de contar e dos olhos de todos os troncos, surgiram expressões de tristeza e pesar.


"E eu agora estou acorrentado nesse mundo, vivendo de alguma forma, sendo que eu só queria dormir pra sempre. E eu peço agora por libertação, pois sei que essa dor nunca vai passar". Buraco Negro comovido com a triste história do Medonho, se aproximou, como quem quisesse abraçar. Medonho estendeu os bracinhos e abraçou o tronco como nunca abraçou ninguém, logo lágrimas escorreram de seu rosto, e pingaram no Buraco Negro, que fez brotar um ramo que cresceu magicamente do interior da escuridão de suas entranhas, e na ponta nasceu uma rosa negra, em formato de coração.




domingo, 14 de setembro de 2008

Detonautas



Um ótimo show, adorei ter ido, adorei ter pulado e cantado todas as canções, como um fã fiel, coisa que eu nem sou. Um pátio gigantesco do colégio Compact do Gama, uma legião de pagodeiros que foram dançar funk na tenda eletrônica.
Eu realmente fiquei assustado com as pessoas que estavam no local, um bando de normanóides.
Revi pessoas queridas, a doida da Ingrid, e a karol, melhor amiga. Fomos eu a Priscila, a Andréia e um cara que eu não sei o nome.
Quando chegamos, fui surpreendido por mãos bobas do guarda me revistando, odeio aquilo. E estava tocando Memórias da Pitty , o show nem tava lotado, talvez pelo fato de o show ter sido no Gama, tocaram duas bandas, uma de reggae, 3 e Jah e a Game Over, eu realmente gostei do som New Metal da banda Game Over, fizeram cover do Korn, mas não consegui identificar qual música.
Na hora que o Detonautas chegou foi massa, os pagodeiros de plantão sairam todos da tenda, e fingiram estar realmente admirados.
Ha foi massa, tocaram as "baladas" e algumas do novo disco, Retorno de Saturno. Poxa gostei muito.Muito mesmo, pena que não consegui pegar uma baqueta. Ta, o show acabou e eu voltei pra casa sibilando músicas no Gama silencioso, e fui dormir na casa da minha mãe. Que calor diabólico! Acordei bem cedo e voltei pra casa aflito, domingo, tinha de haver um salão de beleza, barbearia, enfim, aberto, pra que eu pudesse cortar meu cabelo. Tenho entrevista na segunda, nas Lojas Americanas.
No fim, eu joguei nas mão de Deus, eu pensei que não acharia nenhum, mas cortei, consegui cortar. Eu agora estou tímido, pois vou ter que andar por aí usando camisa de manga comprida, sapato e calça esporte fino.
Oh meu Deus, eu vou me acostumar.

OBS: não postei ontem , por estar no show.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Tédio

Aqui só pra desncontrair e pensar
No dia que passou sem ao menos deixar
Nada útil pra depois

Sentado em qualquer lugar
Espero horas sem cansar
Pelo tempo que se foi

E talvez seja eu o perdido no espaço
E eu que alimento meu cansaço
Perdendo tempo com coisas fúteis
Jogando ao vento meus dias úteis

Roendo e destruindo as unhas sem parar
Me cegando aos poucos com essa luz de matar
E nem penso no amanhã

Ouvindo alto as músicas que preciso escutar
Buscando qualquer fonte pra me inspirar
Eu preciso disso

Todos os dias são iguais
Todas as noites são normais
Todas as armas são fatais
Todos os erros são banais

Hã?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sono



Meu dia se resumiu a isso.Acordei com um sono profundo, depois do almoço não resisti.Saí a noite pra ver se me animava, no final me animei pouco.Mas enfim, fiquei de terminar de ver a Noiva Cadáver, mas não deu.
Agora estou aqui só pra perder meu tempo e ir dormir.Bem acho que essa hora chegou.Até amanhã.Fui

Fudeu

A noite cai e eu quero aprontar
Olhando para os lado eu vou
Sentindo a maldade chegar

(risos)

Atravessei a fronteira e fui
Pisando duro no asfalto
Sentindo o pecado que flui

(risos)

Bato na porta do mal
E você que atendeu
Pra quê ser tão real
Se agora fudeu?

Só finja ser legal
E se não entedeu
Posso ser fatal
E você se fudeu

Se fudeu lá lá...
se fudeu.

Um objeto feito pra agradar
Fique em silêncio
Evite falar

(risos)

Nenhum sentimento
Mente vazia
Apenas momento

(risos)

E me dói ser tão cruel
Eu te avisei
Que sou um Lorde Croowel

Oh...Croowel

(risos)



Poema/música..e na verdade o sentido dela..está em todas as bobagens que eu fiz na vida.As tantas coisas que passam e não deixam sequer, um registro.No final me livro de todas elas com facilidade...e no final me sinto mal...por parecer tão frio.
Não se aplica a ninguém do meu círculo hoje.É bem pra aquelas coisas, se é que alguém já teve uma coisa, só pra rir, só pra zuar.É realmente patética a letra disso, mas eu lembrei e saiu.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Peregrino

Pessoal, juro, depois de mil anos, percebi que essa postagem está enfeitiçada! Já tentei formatar mil vezes, pra ver se aparece o que eu escrevi nesse dia. Mas não adianta, ou eu sou burro, ou tem forças ocultas aqui...rsrss. Se quiser ler selecione o branco da página com o cursor do mouse.
Hoje eu andei muito, fui entregar curriculo, porque ficar atoa não da. Ainda bem que tenho isso em mente, pior se eu fosse acomodado, enfim. Hoje foi especial, porém cansativo, revi uma grande amiga, a Priscila. Muito tempo sem ver ela, quase um ano, entregamos nossos curriculos em algumas lojas, vimos o Pelé na Nego Blue, lá no Conic. Depois fomos no Elefante envão (¬¬), pula essa parte. Daí fui na casa dela, comi o melhor pão com ovo da minha vida, e o condomínio que ela mora é lindo, segue um estilo norte americano, muito massa. Vale lembrar que eu comprei meu ingresso pro show do Detonautas, não poderia perder de forma alguma, acho que das bandas nacionais brasileiras, Detonautas é uma das que se destaca, pelo menos para mim, se bem que no Brasil não temos muita opção. Ta..daí peguei um baú, quando desci na passarela, quase morri de susto, tinha uns elementos bizarros de bicleta lá, enfiei minha carteira na cueca, e segui andando...U_U Cheguei em casa quase morto, foi um dia bacana...valeu a pena. Esse desenho eu pintei hoje de manha, é a Camy Murder, mais um personagem que eu criei.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Feridas


No fundo, as luzes não podem me tocar
E eu quero estar aqui
Tão lacrado, nada pode me alcançar

As portas estão trancadas
Mais uma vez (pra você)
Suas córneas arranhadas
No escuro ( não podem ver)

Eu conto até três (1, 2, 3)
Concentro minha mente
E te expulso de vez

Eu derramo mentiras

Eu ignoro o passado
Curando as feridas

Aqui, meus sonhos não vão me assombrar
Então eu estou bem
Eu abro meus olhos, e posso te olhar

E tudo está acabado
Tantas vezes eu tentei (agora)
Ficar sempre calado
Eu sempre te consertei ( vá embora)

Sozinho querendo encontrar, os pedaços que você me roubou...
Tantas vezes perdido na escuridão...
Guardando o pouco de vida que me restou

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Mudanças

Se você espera que eu passe a mão na sua cabeça, vai esperar sentado(a), porque eu não irei passar. Eu não tenho paciência com frescuras, o meu não é NÃO! Hoje acho que duas pessoas sentiram a minha crueldade, eu não tenho culpa...e Eduardo não to falando de você.
Definitivamente não tenho paciência com ataques de frescura e infantilidade. Então nem ouse chegar perto de mim, quando estiver atacado(a) de frescurite e infantilidade crônica. Não tenho paciência com crianças de 6, 7, 8 anos, vou ter com crianças de 30? Nunca!!
Enfim, hoje ficou bem provado que as coisas mudaram, no que eu digo de relacionamentos, eu gosto quando pessoas mudam comigo, porque essa mudança geralmente ocorre, quando essas pessoas pensam serem capazes de me substituir. Oh....doce ilusão. Então eu simplesmente espero, quando a pessoa ver que nunca deveria ter me deixado em segundo plano, ela volta pensando que vou tratá-la como um dia eu tratei.
Então, se mudar comigo, saiba, eu irei mudar também, porém muitas das vezes eu nunca mais volto ao normal com você, porque daí eu já tirei minhas conclusões sobre você e não importa o que você tem representado pra mim, ou o quanto eu tenho convivido contigo. Nada mudará o fato, de que pra mim, você não é mais o que um dia foi.








Caindo


Conectando meus pensamentos nessa atmosfera
Eu me encontro nesse lugar hostil
Tentando fingir que nada me desespera

E nessa tarde quente
Não há nada...
E por mais que eu tente

Tudo vai continuar morto
Sem vida...
Como um quadro torto


E ninguém consegue sequer decifrar
Os enigmas que estão lá, pra te mostrar
Entou caindo...e caindo
Sem nada pra me parar

Todos os dias voam e não consigo acompanhar
Estou ficando pra trás
Tão longe, alguém poderá me esperar?

Está tudo estranho aqui, querendo gritar
Eu prendo a respiração..
Tudo isso vai passar (tem que passar)

E eu caminho no deserto
Temendo muito...
O meu futuro incerto

Desenhando no papel
As formas das nuvens
Que brincam no céu

domingo, 7 de setembro de 2008

Cansado


Olá...mais uma noite aqui, só pra deixar um pedaço de mim.E qual utilidade eu vejo nisso? Eu gosto de ler depois e lembrar das coisas. Ao som de uma música linda do Evergrey, Closure, aliás eu realmente adorei essa banda, a descobri hoje ainda.
Sem nada útil pra pensar, eu só consigo tentar ver o amanhã, eu só consigo imaginar se um dia chegarei aonde eu quero. Será? Eu lutarei sim pelos meus sonhos, e eu ei de chegar em algum lugar. Os dias vão passando rápido, eu consegui livrar minha mente da pior decepção da minha vida, isso me faz bem melhor hoje, consigo ver um lugar menos ruim.
Realmente me dói lembrar de tudo o que eu passei, da forma que eu fiquei. Eu só quero olhar pra frente, de vez em quando a gente lembra, aliás todos os dias, porém eu não consigo mais derramar lágrima nenhuma, e isso é uma vitória.
Eu não posso mais perder tempo, eu só preciso me concentrar, pra dar o fora daqui.

e fica aí trechos da Closure

"My war on time
Got worse and faster
The sands fought hard
And every day I lost a battle
And even though I knew I lied
And even though I saw the signs
The same three words each time
I am fine..."

sábado, 6 de setembro de 2008

"Esse calor aos poucos me sufoca
A janela está aberta
Mas o vento não me toca

Por que meu corpo não responde
E de mim a lua se esconde?
(...)"



Me faltou inspiração pra continuar, então vou continuar digitando. Que noite quente é essa? E eu não posso nem abrir as janelas. As pessoas dessa casa são cheias de manias e besteiras, sou obrigado a sapecar nesse calor. Já que comecei a reclamar, vou prosseguir.
Estou farto! Sabe o que estar esgotado? Pois é, cansei de estar aqui, definitivamente nasci pra estar só, eu e eu mesmo.
Nada pra me impedir de andar nu pela casa, nada pra me impedir de fazer tudo na hora que eu quero. Antes de se deitar minha tia vem me cutucar, "você deixou a torneira pingando". Gente, é todo dia, todo santo dia ela vem. Eu lá tenho culpa se aquela torneira é defeituosa? Só de pirraça vou apertar e ninguém vai abrir.
Sabe qual a vantagem de estar aqui? Comida na hora e roupa lavada, o mesmo motivo que faz muitos homens estarem ainda com as suas esposas. Posso fazer uma análise completa de todos que moram aqui, a começar pela a minha vó. Ela passa o dia inteiro pendurada no telefone, ela acorda com a agendinha dela na mão, as 7 da manhã ela já está acordando todos, ela odeia que as pessoas durmam até 12 horas. Passa o dia todo procurando algo pra te criticar, "já falei que não pode deixar copo na beirada dos móveis, daqui a pouco não terá mais nenhum copo aqui". Fora quando ela não me manda ir no mercado 5 vezes pra comprar CD's virgens, cheiro verde, pão, isso e aquilo outro.
A minha tia, ela cansa às vezes, gosta de perguntar quem me ligou, onde eu estive. Acabei de atender um telefonema, lá vem ela, "quem era?". Isso me irrita profundamente, às vezes eu tenho que entrar em um dos banheiros, pra poder falar ao telefone em paz.
A minha prima, quanto a ela não tenho o que falar, ou reclamar, apesar de que o nosso vínculo não é mais o mesmo. Eu estou em casa por opção, eu poderia ter saído, mas o calor, o sol, não me motiva de forma alguma, odeio sol, odeio calor. Nesses dias você me verá de mal humor. Nada pode ser mais incômodo do que sol e calor.










sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Num doce sonho



Sem nada realmente útil pra pensar
Eu viajo em pensamentos
Velejando em sonhos
Eu posso deitar e imaginar

Oh! Doce escuridão...
Como eu desejo você aqui

Precionando meus monstros agora
Eu vejo todos meus medos indo embora
E..Ha!Sem eles, quem irá me assustar?

Colocando palavras vazias pra fora
Eu despedaço aquele brinquedo que chora
E como é divertido vê-lo quebrar

Me contorcendo na cama
Confundindo a realidade
Sabendo que sentirei saudade
Daquela mentira insana

E...Há!Não tente me acordar



quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Horribleness | Seus pesadelos em quadrinhos (4)


Thaís encontrou uma terrível morte em águas sombrias e o sangue tornava tudo ao redor cor de carmim. Morta e sem sonnhos, seu corpo se contorceu como numa tentativa de poder reverter o irreversível. Sua saia fazendo movimentos fantasmagóricos, seus braços e suas pernas se debatendo.

Lentamente, num sorriso cruel, a "coisa" foi se recolhendo dentro do baú , levando consigo a cabeça de Thaís.
— E aqui comigo você estará pra sempre...por toda a eternidade, e assim eu vivo através da morte, através do medo.E enquanto houver pessoas que me façam viver, tornarei reais pesadelos que eu mesmo planto nas mentes de pessoas frágeis, as que estão longe de qualquer proteção.
Os cabelos longos e negros de Thaís saíam pelas frestas do baú. Seu corpo sem vida flutuava com movimentos leves, até que enfim foram paralisados após o último movimento brusco de seus nervos que imploravam pra viver.


Créditos:
escrito e ilustrado por mim, baseado no pesadelo da Thaís, membro da comunidade do orkut, My Dark Princess (MDP).Pesadelo relatado no tópico do Diário Sobrenatural.

"Seus pesadelos alimentam minha mente"

Horribleness | Seus pesadelos em quadrinhos (3)


Surpreendida por tentáculos, seu pescoço foi envolvido pelas garras que se fixaram em sua garganta. Engasgada e completamente desesperada, Thaís tentou se livrar do ataque.

Você jamais pensou que poderia ter uma surpresa como essa, não é mesmo? — a criatura observava com frieza o desespero de sua vítima.
Num golpe rápido e cruel a "coisa" atravessou o seu pescoço, com a ponta longa e afiada do seu tentáculo. Realmente não havia mais como escapar, Thaís ainda viva, pensava o quanto poderia ter ignorado seus pesadelos. Lentamente, prolongando a sua agonia, o corte foi atravessando sua garganta.Seus pensamentos foram se dissipando, e de seus olhos surgiram uma expressão que mesclavam dor, tristeza e arrependimento.

Horribleness | Seus pesadelos em quadrinhos (2)

Procurava por algo na escuridão, buscava pela voz que a chamava num sussuro. De repente seus olhos avistaram, lá no fundo, um baú. O sussurro se tornava mais audível:
 Venha me encontrar...
Thaís não resistiu aos seus impulsos de abrir o baú, porém ao abri-lo desejou jamais ter sido seduzida por aquela voz.

Um monstro, um demônio, algo diabólico a esperava ali.

Horribleness | Seus pesadelos em quadrinhos (1)

O primeiro tormento

Assombrada todas as noites, hipnotizada por um desejo incontrolável de mergulhar em águas frias e pavorosas. Desejando por tudo que fosse mais um pesadelo, mas Thaís tornava real o tormento que a acompanhava desde a morte súbita de uma pessoa muito querida.
A água era congelante e algo a puxava pra baixo devagar, e logo ela se viu completamente imersa naquela atmosfera de puro terror.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Medonho | Floresta das Sombras


Após os agoniantes minutos de morte, Medonho viu que ainda existia, foi aí que percebeu que o sono eterno não passava de uma doce ilusão. Um profundo desespero brotou dentro dele, estatizado, horrorizado, ficou olhando seu corpo flutuando nas profundezas do lago gélido.
Medonho nunca havia pensado, no quanto uma pessoa fica assustadora, quando encontra a morte debaixo d'água. Seu corpo estava duro , como se estivesse em pé,os braços afastados do corpo, os dedos pareciam uma aranha morta, estava deformadamente inchado, seus olhos arregalados, e pareciam estar cozidos e vidrados.
Querendo gritar e sair o mais rápido possível dali, sua alma foi subindo até a superfície do lago gélido. Era noite, tudo parecia estar dormindo, haviam muitas e muitas árvores, todas com aspecto repugnante, o solo estava coberto por vestígios do inverno, a neve.
Ao passar pelo cenário sinistro em q se encontrava, Medonho percebeu que estava usando vestes brancas e esvoaçantes e que não possuia mais um par de pernas, flutuava como um fantasma.
Admirado com a forma espiritual que agora possuia, Medonho não sabia se acreditava em tudo aquilo.Repetia várias vezes pra si, "eu só posso estar sonhando". Mas não era um sonho, antes fosse.Em seu peito um imenso vazio, mágoas, arrependimentos.
"como eu pude? Por que? Eu só queria dormir...dormir pra sempre". De seus olhos lágrimas brotaram, lembranças vieram em sua cabeça, dos últimos momentos de vida, da carta de despedida, do sorriso de sua amada.
Lembranças que cortavam sua cabeça por dentro,"por favor...alguém me diga que estou sonhando, me acorde...por favor...". As lágrimas escorriam pela face, com o choro vieram os soluços, que foram se tornando cada vez mais altos. Medonho já não chorava , gritava..."durante toda a minha vida...eu esperei por dias de paz...Oh Deus...me tire daqui". De repente um ruído foi ouvido, algo havia acordado na escuridão da Floresta das Sombras.

Medonho | Prólogo


Medonho é um fantasma um tanto "bonitinho", mas extremamente triste. Não é pra menos, ele sempre teve uma vida conturbadíssima desde a infância.
Cresceu num ambiente familiar problemático e sempre foi isolado e sombrio. Aos 15 anos se apaixonou por uma jovem bruxa e se tornaram grandes amigos. Porém o amor não correspondido se tornou a gota d'água em sua amargurada vida.
Um dia saiu de casa decidido a por um ponto final em toda a dor, antes escreveu um carta de despedida a sua amada, cujo nome não se sabe. Em seguida, se dirigiu a oficina de seu padrasto cruel e pegou todos os objetos que seriam necessários para tornar real seu plano suicida. Uma longa corda, uma âncora enferrujada e um carrinho de mão.
Colocou a corda e a âncora no carrinho e seguiu até a floresta das sombras, lá ele se dirigiu a um penhasco, amarrou a corda em um de seus pés, num nó cego, em seguida amarrou a outra ponta à âncora. Com extrema dificuldade, Medonho foi empurrando a âncora, que por fim caiu em direção ao lago gélido, lá embaixo. A corda foi se tornado cada vez mais curta, Medonho apenas esperava, as lágrimas percorrendo seu triste rosto, mas logo ele também estava caindo melancolicamente em direção a frieza mórbida do lago gélido.
Em queda livre não pensava em nada, só sentia o sabor trágico da morte lhe invadindo a boca. O impacto com a água foi realmente doloroso, a âncora ia avançando com rapidez até as profundezas. Com os braços estendidos e a cabeça erguida, Medonho via a luz se dissipando e a escuridão o envolvendo.
Com um baque seco, a âncora chegou ao fundo do lago. Medonho estava a 10 metros da superfície, as águas frias logo lhe invadiram os pulmões. Estava se afogando, os olhos arregalados de pavor, de repente se tornaram como vidro. Seu restos mortais permanecem lá até hoje, porém sua alma ainda vaga, implorando pelo descanço eterno, que nunca lhe mostrará a face.

De longe


Eu sinto você em algum lugar
Fora do meu campo de visão
Eu posso sentir você me observar
Desejando um pedaço do meu coração

E Oh! Como eu queria lhe oferecer
Porém, eu estaria envenenando você

Então se aproxime devagar
Pois eu posso me assustar
Tenha calma ao me tentar
Pois eu posso não gostar

Querendo por tudo esquecer
Não demora vem você
Sorrindo e dizendo "Olá"
E eu não posso te ignorar

E Oh! Como vc é viciante
Então me faça te amar nesse instante

Mas, tome cuidado ao avançar
Pois eu posso te cortar
Vá em frente e tente me curar
Talvez assim eu te deixo entrar

Lembranças

Eu gostaria de poder apagar qualquer vestígio da sua existência
Eu faria tudo pra poder arrancar de mim essa inocência
Eu respiraria fundo e seguiria em frente
Mesmo estando tudo confuso em minha mente

(palavras vazias)

Eu arrancaria você de mim com violência
Eu perseguiria você com insistência
Eu não olharia pra trás
Procuria em tudo um pouco de paz

(sonhos perdidos)

E quantas vezes eu tentei enxergar?
E quantas vezes eu me anulei, pra te agradar?
E eu me lembro das árvores no escuro
A sua voz me atormentado num sussurro

Eu olhei paralisado
Eu rezei para que essa dor passasse bem rápido
E eu consegui riscar o meu passado
E todas as noites que eu chorei
Tantas vezes me arrastei

E não olhe nos meus olhos
E não tente se aproximar
Você me deixou aqui
Como um brinquedo velho
Me jogou em qualquer lugar

Meu canto escuro

Vou transformar isso daqui numa espécie de diário, porque acho interessante escrever todos os dias, e todos os dias há coisas novas em nossas vidas que merecem ser registradas. Defnitivamente eu sempre gostei dessas coisas.